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Bom, a nutrição tem algumas teorias que na prática são bem complicadas. Quando a criança é seletiva então… Vixe!

Uma das formas mais clássicas de fazer a criança comer alimentos que ela não aceita é escondendo no prato ou despistando o alimento. Mas será que é certo fazer isso?

Ninguém gosta de ser enganado. A base de toda relação deve ser a confiança. Entre mãe e filho, principalmente. Se você mente, ainda que por uma boa causa, você fica sem moral para ensinar o seu filho a não mentir.

Às vezes, crianças seletivas, não comem alguns alimentos por puro preconceito, não tem nada a ver com o sabor. Eles simplesmente decidem que não gostam ou rejeitam os alimentos pelo simples prazer de rejeitá-los. Às vezes elas não comem por medo. E é medo de verdade, como qualquer outro medo e se você vai logo avisando que tem abobrinha no recheio da quiche, ela já “se arma” para a situação e deixa de gostar sem nem experimentar.

Alimentos estranhos são como vacinas. Se você avisa com muito tempo de antecedência, você acaba torturando a criança, mas também não vale mandar a criança se arrumar e dizer que vai ao shopping.

Quando você coloca beterraba no suco e fala que é morango por causa da cor, você atrapalha a criança de conhecer o sabor real do alimento. Ela precisa saber que morango tem um sabor e beterraba tem outro. Essa confusão pode acabar levando a criança a acreditar que morango também não é bom (porque na verdade era beterraba).

Omitir é diferente de mentir. Você pode dizer que tem um elemento surpresa e que só vai revelar depois que a criança comer. Ou pode abusar do lúdico e dar um nome diferente para o seu omelete de espinafre. Ele pode virar omelete do Hulk, por exemplo. E você não precisa ficar entrando em detalhes em relação aos ingredientes nas primeiras vezes que a criança experimentar. Mas lembre-se, nada de mentira. Se a criança perguntar o que fez aquele omelete mudar de cor, fale a verdade.

Depois de a criança ter comido por algumas vezes e gostado, você pode aproveitar essa experiência positiva para mostrar pra ela que aquele alimento não era tão ruim como ela pensava. Mas nada de dizer: “Te peguei! Você falava que não gostava de espinafre e agora gosta! “. Suas palavras podem fazer muita diferença nesse momento. Assim ela se sente enganada e envergonhada. Então diga algo do tipo: “Veja como você está se superando a cada dia! Provou o espinafre e gostou! Isso é um ótimo sinal de que seu paladar está apto a conhecer novos sabores! Assim, ela se sente feliz e encorajada.