Instituto Faz Bem - (31) 3275-2475 | IME - (31) 3262-3555

Hoje é cada vez maior e incidência de pessoas com prisão de ventre. O modo de vida agitado, a alimentação desbalanceada, a baixa hidratação, o sedentarismo e o stress do dia-a-dia, contribuem sobremaneira para que o trato intestinal não funcione como deveria.

Podemos definir a constipação intestinal de maneira bem simples, como dificuldade para evacuar, presença de fezes endurecidas, sensação de evacuação incompleta ou freqüência inferior a três vezes por semana.

Um problema muito relatado é o fator psicológico, quando por motivos sociais ou de higiene, a pessoa ignora o desejo de evacuar, retendo as fezes. Este tipo de atitude diminui a sensibilidade do intestino, e como as fezes permanecem mais tempo por lá, ocorre maior absorção de água, levando ao seu ressecamento.

Dentre as principais causas da constipação intestinal, está a má alimentação, tanto no que diz respeito à carência de fibras quanto à carência de líquidos, que dever ser de pelo menos dois litros diariamente. As fibras formam uma espécie de gel e aumentam o volume das fezes, fazendo com que elas fiquem mais pastosas e fáceis de ser eliminadas. A recomendação dietética de fibras segundo a ADA (Associação Dietética Americana) é de 20-35g/dia.

Outro fator determinante para o bom funcionamento intestinal é o equilíbrio de sua flora. Os probióticos são bactérias que diminuem a susceptibilidade de infecções, mantendo a flora intestinal saudável e equilibrada, com níveis imunológicos aceitáveis, para que o intestino possa atuar na sua função que é absorver dos alimentos nutrientes para o nosso organismo e expelir o bolo fecal formado. Os probióticos são encontrados em leites fermentados e iogurtes, ou podem ser encontrados na forma de pó ou cápsulas.

Quanto ao uso de laxativos, estes não são recomendados porque seus efeitos iniciais, que aliviam os sintomas da constipação, causam dependência com a ingestão de doses crescentes. As substâncias que compõem os laxativos alteram as funções motoras, absortivas e secretórias do trato gastrintestinal, produzindo efeitos diarréicos, desidratação e má-nutrição.

O ideal é priorizar mudanças na dieta e estilo de vida, ter uma alimentação saudável e equilibrada e praticar atividades físicas regularmente. Estas iniciativas ajudarão não apenas no tratamento da constipação, mas também levará a um benefício em vários outros campos da saúde.