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✍🏻Um dos grandes desafios de um nutricionista infantil é fazer o que deve ser feito, e não necessariamente, o que os pais querem que a gente faça.

🆘Muitas das queixas que surgem no meu consultório não são problemas nutricionais e sim um desajuste entre o filho/alimentação idealizados e o que se tem no lugar disso.
Então meu maior desafio é alinhar expectativas à realidade, ainda que isso gere uma certa frustração em alguns responsáveis.

💊É que a maioria dos pais dos meus pacientes são das décadas de 70/80, época em que quase todas as crianças consumiam Biotônico Fontoura para comer mais. E não é que “funcionou”?
Não que o Biotônico por si só engorde alguém, mas porque por trás de cada frasco vendido, existia uma família que topava quase tudo para convencer seu filho de não acreditar na autorregularão.

😰São inúmeros relatos de pessoas que na infância comiam à força, em prantos e com um chinelo do lado. E contra sua própria natureza elas aprenderam (ou desaprenderam), e mesmo não concordando, não conseguem romper com esse padrão.
Não é à toa que a palavra emagrecimento é uma das mais pesquisadas no Google atualmente e essa é a geração da insatisfação corporal.

⁉️Como explicar equilíbrio para uma pessoa que passou a infância inteira entendo que deveria comer mais do que precisava e depois de adulto, destina o resto de sua vida sofrendo para comer menos do que gostaria?

👉🏻Entendam algumas coisas:
Crianças não precisam de muita quantidade para serem saudáveis.
Gordura não é sinônimo de saúde.
Comer feliz é melhor que comer muito.
Apetite não é fixo. Apetite oscila ao longo da vida.
A balança diz muito pouco sobre uma criança, quase nada para ser mais precisa.
Alimentação vai muito além do que se engole.
Crianças não devem ser comparadas umas com as outras.
Seu filho não precisa estar no percentil 50 do gráfico.
Padrões genéticos precisam ser levados em consideração.
Mais do que buscar métodos para abrir o apetite do seu filho, abra sua mente!
Não é fácil quebrar padrões, mas também não é impossível.