Instituto Faz Bem - (31) 3275-2475 | IME - (31) 3262-3555

Seu filho é baixinho em relação às crianças da idade dele e você está preocupado com isso? Saiba que a alimentação é muito importante para ajudá-lo a alcançar a estatura alvo ou até mais que isso.

A estatura alvo dá-se através de um cálculo que dá uma expectativa de qual será a altura da criança. Falo expectativa, porque isso depende de muitos fatores e não há como prever com exatidão.

A média da altura da população brasileira é de 1,64m para mulheres e 1,76m para os homens, mas não se deve considerar apenas a média da população. Há que se considerar principalmente o potencial genético da criança, baseado na altura dos pais.

Cálculo para meninos:

(Altura do pai + Altura da mãe +13) % 2 (O valor pode variar 7,5 cm para baixo ou para cima)

Cálculo para meninas:

(Altura do pai + Altura da mãe – 13) % 2 (O valor pode variar 6 cm para baixo ou para cima)

Classificação de baixo peso:

Abaixo do percentil 25: Baixa estatura leve

Abaixo do percentil 10: Baixa estatura moderada

Abaixo do percentil 3: Baixa estatura grave

A criança pode perfeitamente estar abaixo da média da população e dentro da média esperada pra ela de acordo com o potencial genético. O que não significa que ela não possa ser ajudada para potencializar isso.

Se seu filho (a) tem menos de 4 anos, essas questões podem ser discutidas com o próprio pediatra e um nutricionista. Se ele é maior de 4 anos, você já pode pensar em procurar um endocrinologista para checar os exames e investigar possíveis problemas endócrinos ou síndromes. A idade ideal para fazer esse tratamento é aos 8 anos, idade que antecede o estirão e é considerada fértil para se fazer intervenções que tragam resultados. Nessa fase, o ganho de 0,5cm por mês é considerado satisfatório.

Para as meninas, até 2 anos após a menarca as intervenções ainda parecem eficientes. Após isso, as chances de bons resultados diminuem bastante.

Mas o que a nutrição tem a ver com isso?

Deficiências de ferro, vitamina B12, vitamina D e zinco podem atrapalhar o processo de crescimento. Além disso, é importante assegurar um bom consumo de cálcio, vitaminas  e proteínas. O nutricionista é o profissional responsável por checar a alimentação e ajudar a equilibrar esses nutrientes, além de incentivar a criança a ter um estilo de vida mais saudável. Isso inclui 9 horas de sono diariamente e prática de atividade física regular. Outra coisa muito importante, é que o peso da criança esteja o mais próximo possível da média, porque ela vai precisar de energia para crescer e se estiver muito magrinha, pode não ter energia suficiente para isso.

Os desafios parecem muitos, mas os resultados podem ser incentivadores. Vale a pena investir na autoestima do seu filho.