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🛑Esse é um assunto polêmico porque a sociedade de Brasileira de pediatria (SBP) diz uma coisa e o Ministério da saúde (MS) diz outra. Na verdade, não é que um esteja certo ou errado. Cada um prioriza algo diferente.

❗A SBP entende que no início da introdução alimentar, o rim ainda está imaturo e a criança deve conhecer o sabor natural de cada alimento. Portanto, a comida do bebê deve ser separada da comida da casa até que ele complete um ano.

❗Já o MS considera que mais importante que isso é facilitar a logística da casa, permitir que a criança se sinta pertencente desde sempre, e que mais importante do que oferecer algo exclusivo, é que a família se adeque a uma quantidade menor de sal considerando que o bebê também vai se alimentar daquilo.

🔍Entre os profissionais as condutas de dividem. Vou dizer a vocês então como eu oriento.
Considerando que a maior parte do sódio que consumimos é utilizada para fazer contração muscular e o bebê de seis meses ainda se movimenta muito pouco, sugiro que no início a comida seja sem sal.

✍🏻Durante o acompanhamento nutricional vou avaliando o desenvolvimento e o nível de movimento, e dependendo do grau desse movimento, vou liberando o sal gradativamente até que com um ano a criança já esteja comendo 100% da comida da casa. Ou seja, minha conduta está muito mais relacionada à quantidade de contração muscular que a criança faz do que com a idade.

👫Outra coisa que avalio é como é a família da criança, às noções de nutrição da casa, às condições do dia a dia em termos de rotina, e observo se a família tem alguma preferência em relação a fazer comida separada ou já oferecer a comida da casa.

👉🏻Não vejo sentido na criança comer tudo sem sal e ao “soprar a vela” passar a comer tudo com sal. Se o desenvolvimento dos rins e o aumento das contrações se dá gradativamente, no meu ponto de vista, a inserção do sódio também deve acontecer dessa forma.